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domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Véu Publicado


Saiu enfim a publicação oficial do primeiro volume da série “O Véu”, lançado pela editora mineira Estronho.



Sinopse
Como uma barreira tão fina pode esconder tão grande verdade?
Ana teve uma infância feliz ao lado de suas tias em Três Corações. Com elas, a garota aprendeu a sonhar e acreditar em toda a forma de magia que o mundo tinha a oferecer. Porém, crescer significou também amadurecer, e ambas as coisas a fizeram abdicar das fantasias do passado.
Porém, agora, as histórias contadas em volta da fogueira há tempos atrás voltaram com toda a força, quando aquele que esteve ao lado de Ana o tempo todo parece esconder um grande segredo.
Teria você também coragem de atravessar o Véu?

Interessado?
O livro se encontra à venda nos portais da editora (com desconto de lançamento) e Amazon.


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Bem vindos ao Mundo por detrás do Véu


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

GOSTAR DE MULHER


Certa vez ouvi uma frase muito comum, dita por um rapaz que, em uma conversa, queria deixar claro para quem quisesse ouvir a sua opção sexual:
EU SOU HOMEM, GOSTO É DE MULHER.
Com certeza nenhuma frase original, mas naquele dia, por alguma razão, me fez questionar a chegar à conclusão que ela não está totalmente certa. Isso se pensarmos no verbo “gostar” de forma mais completa e não tão vulgarizada como na frase acima.
Creio eu que, no geral, os homossexuais gostem muito mais de mulher do que os heterossexuais. Não querendo generalizar, obviamente, mas você não vê por aí muitas matérias de agressões físicas de gays contra mulheres. Gays não batem em mulheres em casa ou na rua, não as violentam, nem as matam por ciúmes ou pela falsa sensação de que elas são sua propriedade.
Dificilmente você ouvirá de um Gay que “lugar de mulher é na cozinha”. Gays não vêm problemas em irem eles mesmo para a cozinha e preparar algo para suas mães, irmãs, afilhadas, sobrinhas... Em resumo, homossexuais não enxergam problemas em cuidar das mulheres de suas vidas.
Isso porque eles valorizam e muito as mulheres. Muitas delas são elegidas como divas, sendo alçadas a um patamar de quase divindade para muitos. Alguns gays inclusive queriam ter nascido mulheres. Eles não se sentem desvalorizados se uma mulher é sua superior hierárquica, ou se elas são melhores em algum esporte ou atividade física que eles.  Pois reconhecem que ambos têm as mesmas capacidades.
E se vocês pensam que eles não valorizam a beleza feminina, estão enganados. A diferença é que eles têm uma gama de adjetivos muito maiores para referir a isso: elas não são apenas gostosas, elas são bonitas, lindas, sensuais, poderosas, chiques, divas...

Enfim, creio que a frase de autoafirmação que os machões deveriam usar seria, “eu sou homem, tenho tesão em mulher”. Pois no que diz respeito a gostar de mulher, os heterossexuais têm muito o que aprender com seus amigos gays. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O caso Patrícia Abravaneu e Homofobia





O caso ocorrido com as declarações da filha de Silvio Santos é realmente muito interessante, pois apesar de toda a polêmica causada (em parte justa, outra não), creio que a posição defendida por Patrícia Abravanel é a mesma de uma parcela significativa de nossa atual sociedade: a dos “tolerantes”.
O termo tolerante nunca me agradou muito quando aplicado em determinadas situações, pois ele denota uma certa relação entre certo e errado que não acho cabível em questões como orientação sexual, gênero, racial ou religiosa. Afinal, você só é capaz de tolerar aquilo que, no fundo, considera errado. A tolerância nada mais é do que discordar de uma coisa e ainda assim ser capaz de conviver com ela. Salvo, é claro, certos limites.
Nesse caso, quando ela fala que não é contra o “homossexualismo”, mas que não acha normal, creio que ela reflete sim a opinião de muitas pessoas. Pessoas tolerantes que aceitam que exista homens e mulheres homossexuais, mas não desejariam isso para seus filhos. Ou, que concordem que eles possam morar juntos, mas não com o casamento entre iguais. Que toleram que existem pessoas que se relacionem com o mesmo sexo, desde que as famílias normais não sejam obrigadas a conviver com isso, seja vendo na televisão ou com demonstração públicas de afeto.

Enquanto não retirarmos essa visão “heterocentrica” de nossa sociedade, não vamos parar de olhar a questão da orientação sexual por fora do embate do certo contra o errado. Onde temos o caminho correto e os desvios. Nessa ótica o máximo que poderemos ter é uma sociedade “tolerante”, que ainda enxerga como erro, mas engole o sapo. O que não é saudável. “MAS”, se formos lembrar que vivemos em uma sociedade onde pai e filho são agredidos na rua por serem confundidos com um casal, ou onde um político claramente homofóbico é eleito com a maior votação de sua região, então tolerância já é alguma coisa. Longe do ideal, mas alguma coisa.